| O Vegetarianismo e sua Pegada Ecológica |
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| 07-Jan-2008 | |
| Atualizado em ( 07-Jan-2008 ) |
Um Hábito Alimentar Sustentável
Eng° Ambiental Alfredo A. Ohnuma Júnior
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O cuidado com o meio ambiente deveria ser, obrigatoriamente, uma das
principais ações do ser humano. Cuidar da água, do ar, das florestas,
da flora e da fauna, ou seja, de todos os bens naturais que utilizamos
e interagimos, é o mesmo que cuidar da vida como ela é. É saber
pertencer a Mãe Natureza e estabelecer um vínculo de respeito, pois
fazemos parte de um mesmo sistema, de um mesmo cenário, de uma mesma
existência e experiência planetária. No entanto, são ações que se
desfazem ao meio de tantos desejos e “necessidades” humanas. As pessoas
tendem a ignorar a preservação do que é inerte e daquilo que não possui
voz ativa no mercado de consumo.
Diante da presença de uma cultura massificante, o vegetarianismo, como elemento de transformação eco-social, se apresenta como um dos principais aliados na preservação da natureza. Embora não evidente, o fato é que a influência do hábito alimentar baseado no vegetarianismo determina uma redução do passivo ambiental, uma vez que atribui valores consultivos que interferem no consumo, no modo de produção, na economia e nos gastos energéticos.
Qual é a frequência que você consome produtos de origem animal, tipo: carne, peixes, ovos e laticínios?

Figura 1 – Pegada Ecológica Alimentar: área em hectares de terra global
para satisfazer uma determinada dieta alimentar.
Uma dieta baseada no consumo de grãos e cereais, frutas, verduras e
legumes, requer para o plantio menos terra e energia quando comparado
com a produção e consumo de alimentos não-vegetarianos. Dados recentes
do Redefining Progress,
indicam que precisamos em média cerca de 0.78 hectares de terra para
produzir uma tonelada de comida vegetariana, enquanto que para produzir
a mesma quantidade de comida carnívora, precisamos de 2.1 hectares
globais de terra. A utilização de recursos naturais para a produção de
alimentos e a capacidade com que a natureza tem para fornece-los,
delimita um índice de importância ambiental chamado “Pegada Ecológica
Alimentar” (Ecological Food Footprint). Este indicador mede os produtos
ecologicamente renováveis e não-renováveis em áreas de terras que são
requeridas para suportar as demandas de recursos e absorver assim os
desperdícios gerados pela população e suas atividades específicas. A
pegada ecológica dos alimentos inclui a criação de animais de pastagens
em geral, fazendas e peixes. Compreende os gastos gerados desde sua
fase de crescimento, bem como a energia despendida no processo de
criação e transporte.
A partir deste breve questionamento, é possível apresentar através da
“Pegada Ecológica Alimentar” o quanto necessitamos de terra para
atender a demanda planetária. Uma dieta vegetariana corresponde a um
consumo de área global aproximado de 8% para satisfazer este hábito,
enquanto que uma dieta baseada exclusivamente no consumo da carne
requer quase 30% de área global. Isto indica que os nossos hábitos
alimentares consomem parte significativa do Planeta e que, portanto
seguramente alteram o comportamento natural de bens renováveis e
não-renováveis.

Figura 2 – Evolução de nossa pegada ecológica alimentar em função do tipo de alimentação.
A medida que o consumo por produtos de origem animal aumenta, nossa pegada ecológica tende a aumentar, ou seja, aumentamos nossa participação devastadora no consumo de produtos e materiais provenientes da natureza. Alimentos vegetarianos necessitam em média de 0.4 hectares de terra para atender a demanda de uma única pessoa; sendo que os ovo-lacto-vegetarianos requerem 0.5 hectares de terra e os carnívoros extremos necessitam de 1.4 hectares globais de terra.
Mundialmente, existem 1.8 hectares globais de área biologicamente
produtiva por pessoa para que seja possível atender as necessidades
humanas. Só que para este índice, inclui-se outros hábitos além do
alimentar, como: mobilidade e transportes, habitação, bens de consumo e
serviços.
Portanto, o hábito do vegetarianismo alimenta menos gastos. Sua forma
de produção é menos onerosa em comparação com a dos alimentos
carnívoros, além de estar energicamente mais próximo do consumo
renovável ou sustentável.
Descubra
sua pegada ecológica respondendo ao questionário On-line no site www.myfootprint.org






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