O leite venceu. O hambúrguer, não.

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Em 2026, duas empresas do mesmo setor divulgaram comunicados ao mercado com poucas semanas de distância. Uma anunciou o oitavo trimestre consecutivo de crescimento. A outra precisou comprimir suas ações na proporção de 1 para 30 só para não ser expulsa da bolsa. As duas nasceram da mesma promessa, surfaram a mesma onda de capital e prometeram a mesma revolução alimentar. Uma vende leite. A outra, hambúrguer.
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Neste episódio, investigamos por que o mercado de proteínas alternativas se partiu exatamente ao meio — e a resposta não está em marketing nem em gestão. Está no intestino delgado de dois terços da humanidade, no balcão da cafeteria, numa enzima chamada lipoxigenase e numa extrusora industrial que devora energia a 140 graus. Pelo caminho, passamos por um comercial de Super Bowl que ensinou meio mundo a temer a palavra "metilcelulose", por um teste do McDonald's que custou caro e terminou em silêncio, e pelo retorno improvável de um alimento que a indústria ignorou porque ninguém consegue patentear: o tofu.
E há uma conclusão que ninguém no setor tem interesse em dizer em voz alta. Se a carne vegetal, feita de ervilha e soja compradas em bolsa, não conseguiu chegar ao preço do frango de supermercado depois de bilhões investidos, o que isso sugere sobre a carne cultivada em biorreator? Guardamos essa parte para o final do episódio. Ouça até lá.🎧
👉 Podcast baseado no artigo "O leite venceu. O hambúrguer, não."
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